Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -"As sociedades tornam-se cada vez mais secularizadas e muitos procuram eliminar qualquer referência a Deus da vida pública e da cultura." Foi a partir desse diagnóstico que o Papa Leão XIV refletiu sobre os principais desafios do mundo contemporâneo ao receber, nesta quinta-feira (25/06), os reitores das faculdades e universidades jesuítas da América do Norte, no Vaticano.
O Pontífice observou que, além da crescente secularização, os sistemas políticos "frequentemente não respondem ao clamor dos pobres, dos migrantes e daqueles que o mundo considera excluídos". Também manifestou preocupação com a falta de esperança entre os jovens, a degradação do meio ambiente e os efeitos cada vez mais amplos da inteligência artificial sobre a humanidade.
A busca da verdade conduz a Deus
Diante desse cenário, Leão XIV apresentou as quatro Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus como referência para a missão das instituições de ensino superior. Ao abordar a primeira delas, destacou que a formação universitária deve conduzir ao encontro com Cristo:
“Em nosso tempo, como observei recentemente na Espanha, ‘muitos jovens e adultos estão redescobrindo a fé cristã, às vezes depois de terem permanecido afastados de Deus durante um período de suas vidas’. (...) Quem realiza pesquisas, quem se dedica aos estudos e quem busca a verdade está, em última análise, procurando Deus, ainda que não o perceba.”
O Papa incentivou as universidades a continuarem oferecendo os Exercícios Espirituais de Santo Inácio como caminho para favorecer um encontro pessoal com o Senhor e fortalecer o discernimento diante dos desafios do mundo atual.
Universidades a serviço do bem comum
A segunda prioridade, explicou o Santo Padre, é caminhar ao lado dos pobres e dos excluídos, especialmente em um contexto marcado pelo aumento da pobreza, das migrações forçadas e das consequências das guerras e das mudanças climáticas. Mais do que ensinar sobre essas realidades, as universidades são chamadas a promover mudanças concretas. Leão XIV também defendeu que o acesso ao ensino superior seja ampliado para imigrantes, refugiados e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
"As suas instituições são chamadas não apenas a ensinar os estudantes sobre as injustiças enfrentadas pelos que vivem à margem da sociedade, mas também a ser instrumentos eficazes para promover mudanças estruturais, propondo novos modelos fundamentados na solidariedade e no bem comum."
Esperança, cuidado da criação e inteligência artificial
Ao abordar a terceira Preferência Apostólica Universal, Leão XIV recordou que as universidades desempenham um papel decisivo no acompanhamento dos jovens e na construção de um futuro cheio de esperança. Segundo o Pontífice, o estudo, as amizades, o diálogo, o serviço e a oração ajudam a formar novas gerações capazes de transformar a realidade, sempre recordando que a ressurreição de Cristo é a fonte última da esperança.
Em seguida, ao tratar da quarta preferência, o Papa incentivou as universidades a perseverarem na educação para o cuidado da criação diante dos efeitos das mudanças climáticas e da exploração dos recursos naturais em benefício de poucos. O Pontífice também pediu que as comunidades acadêmicas sejam "exemplos de sustentabilidade ecológica, simplicidade e gratidão pelos dons de Deus", ensinando pelo testemunho, e não apenas pela teoria.
Ao concluir o discurso, voltou-se para um dos temas mais atuais: a inteligência artificial. Segundo Leão XIV, as novas tecnologias abrem possibilidades ainda imprevisíveis e exigem uma reflexão ética desde já. Nesse contexto, afirmou que cabe às universidades oferecer uma contribuição decisiva, renovando a Doutrina Social da Igreja para que ela continue respondendo, de forma atual e eficaz, aos desafios da revolução digital.
Fonte: Vatican News
Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News
"As sociedades tornam-se cada vez mais secularizadas e muitos procuram eliminar qualquer referência a Deus da vida pública e da cultura." Foi a partir desse diagnóstico que o Papa Leão XIV refletiu sobre os principais desafios do mundo contemporâneo ao receber, nesta quinta-feira (25/06), os reitores das faculdades e universidades jesuítas da América do Norte, no Vaticano.
O Pontífice observou que, além da crescente secularização, os sistemas políticos "frequentemente não respondem ao clamor dos pobres, dos migrantes e daqueles que o mundo considera excluídos". Também manifestou preocupação com a falta de esperança entre os jovens, a degradação do meio ambiente e os efeitos cada vez mais amplos da inteligência artificial sobre a humanidade.
A busca da verdade conduz a Deus
Diante desse cenário, Leão XIV apresentou as quatro Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus como referência para a missão das instituições de ensino superior. Ao abordar a primeira delas, destacou que a formação universitária deve conduzir ao encontro com Cristo:
“Em nosso tempo, como observei recentemente na Espanha, ‘muitos jovens e adultos estão redescobrindo a fé cristã, às vezes depois de terem permanecido afastados de Deus durante um período de suas vidas’. (...) Quem realiza pesquisas, quem se dedica aos estudos e quem busca a verdade está, em última análise, procurando Deus, ainda que não o perceba.”
O Papa incentivou as universidades a continuarem oferecendo os Exercícios Espirituais de Santo Inácio como caminho para favorecer um encontro pessoal com o Senhor e fortalecer o discernimento diante dos desafios do mundo atual.
Universidades a serviço do bem comum
A segunda prioridade, explicou o Santo Padre, é caminhar ao lado dos pobres e dos excluídos, especialmente em um contexto marcado pelo aumento da pobreza, das migrações forçadas e das consequências das guerras e das mudanças climáticas. Mais do que ensinar sobre essas realidades, as universidades são chamadas a promover mudanças concretas. Leão XIV também defendeu que o acesso ao ensino superior seja ampliado para imigrantes, refugiados e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
"As suas instituições são chamadas não apenas a ensinar os estudantes sobre as injustiças enfrentadas pelos que vivem à margem da sociedade, mas também a ser instrumentos eficazes para promover mudanças estruturais, propondo novos modelos fundamentados na solidariedade e no bem comum."
Esperança, cuidado da criação e inteligência artificial
Ao abordar a terceira Preferência Apostólica Universal, Leão XIV recordou que as universidades desempenham um papel decisivo no acompanhamento dos jovens e na construção de um futuro cheio de esperança. Segundo o Pontífice, o estudo, as amizades, o diálogo, o serviço e a oração ajudam a formar novas gerações capazes de transformar a realidade, sempre recordando que a ressurreição de Cristo é a fonte última da esperança.
Em seguida, ao tratar da quarta preferência, o Papa incentivou as universidades a perseverarem na educação para o cuidado da criação diante dos efeitos das mudanças climáticas e da exploração dos recursos naturais em benefício de poucos. O Pontífice também pediu que as comunidades acadêmicas sejam "exemplos de sustentabilidade ecológica, simplicidade e gratidão pelos dons de Deus", ensinando pelo testemunho, e não apenas pela teoria.
Ao concluir o discurso, voltou-se para um dos temas mais atuais: a inteligência artificial. Segundo Leão XIV, as novas tecnologias abrem possibilidades ainda imprevisíveis e exigem uma reflexão ética desde já. Nesse contexto, afirmou que cabe às universidades oferecer uma contribuição decisiva, renovando a Doutrina Social da Igreja para que ela continue respondendo, de forma atual e eficaz, aos desafios da revolução digital.
Fonte: Vatican News
Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News

